Saturday, June 05, 2010

Bases Para Sua Conduta

Em recente entrevista dada a um importante jornal do país, o repórter nos perguntava o porquê do grande sucesso do livro Bases Para Sua Conduta, carro-chefe da produção literária de González Pecotche, o criador da Logosofia. Dizíamos que o livro viera à luz pouco mais de dois anos após o desaparecimento de seu autor e fora montado a partir de cartas que ele enviara ao filho com importantes conselhos para a vida através de uma linguagem didática e objetiva.
A universalidade desses conselhos que têm chegado a jovens de todo o mundo em diversos idiomas, tocado tantas vidas e corações, transformado muitas existências, faz do pequeno livro uma obra-prima pedagógica.
Falando simples e profundamente para a humanidade do futuro; sobre Deus que todo o ser humano carrega no coração, mesmo para os que O negam ou O aceitam passivamente; sobre a importância do estudo e da amizade; refletindo sobre a convivência social e o encaminhamento profissional; destacando a família como o sustentáculo da sociedade humana, o autor, num tom amistoso e paternal, transmite ao leitor uma profunda esperança no futuro, numa sociedade mais justa formada por homens mais conscientes, conhecedores do objetivo desta vida que não pode se resumir no sucesso profissional e na aquisição de bens materiais.
“Há um estímulo grandioso que move a vida do ser humano. Esse estímulo é seu fim, é sua meta, é o tudo; esse estímulo é o que o incita, continuamente, à busca do saber, do conhecimento,”
“O saber é a razão de ser da existência do homem na Terra; a primeira e última de suas tarefas. Faça com que o estímulo de conseguí-lo alerte-o sem cessar, porque nele está a verdadeira finalidade da vida”.
Palavras como essas fluem das páginas do pequeno livro despertando no leitor verdadeiras ânsias de saber, de viver e de realizar.

Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br
www.twittwer.com/anderaosnagib

Friday, June 04, 2010

A Logosofia e o Sistema Mental

Num artigo publicado em 11 de Agosto de 1938 em O Diário de Buenos Aires, o pensador e educador González Pecotche declarara que a Logosofia sustentava como base doutrinal a existência no homem de um sistema mental que rege a psique humana passível de ser conhecido e aperfeiçoado, constituindo-se no principal fator da vida.
Diferenciado do cérebro – órgão físico através do qual a mente se manifesta –, a mente, que compõe o sistema mental, é a que pode pensar, recordar, julgar, imaginar, criar pensamentos, o que os animais não fazem, apesar de terem cérebro, pois não têm consciência de sua existência. O animal é rotineiro, instintivo; aprende pela repetição, mas não cria e nem pode aperfeiçoar-se.
O escritor afirmava que a mente humana é um fragmento da Mente Cósmica ou Mente de Deus que tudo interpenetra; que no princípio era a Mente e não o Verbo, pois a Mente gera o Verbo; que as idéias são produzidas pela mente, e não pelo cérebro; que a Mente Ultradivina está presente em tudo quanto existe, regendo todos os processos inteligentes, e presente no homem também, que, diferentemente dos outros seres viventes, pode emancipar-se desta tutela mental, assumindo a direção inteligente de sua vida através de uma evolução consciente. E que o admirável mundo novo seria formado por homens superados, unidos pelo conhecimento e aperfeiçoamento de suas mentes e corações, depois de desvelado o mistério oculto por séculos pela ignorância que lhes impediu de pensar por própria conta, serem donos de seus destinos e conviverem harmonicamente com os seus semelhantes.
A mente humana é análoga a um computador com recursos ilimitados deixado às mãos de um selvagem. O ser humano imagina que pensa, quando na verdade é guiado ou dominado por pensamentos já pensados por outras pessoas, em geral em função de mesquinhos interesses. Pensar é um ato de liberdade criativo enormemente prejudicado pelos preconceitos de toda a ordem que encarceram a inteligência e endurecem o coração.
A liberação da escravidão mental é o desafio do futuro que se inicia com o reconhecimento axiomático atribuído a Sócrates por Platão: Tudo o que sei é que nada sei. O reconhecimento da própria ignorância é um princípio de sabedoria; da mesma forma que a necessidade de mudanças na maneira de ser, pensar e agir. Tudo no Universo está em permanente movimento e mudança. O homem deve espelhar-se neste exemplo divino e movimentar-se, procurando mudar para melhor, de forma que sua vida não se restrinja à rotina absurda dos dias e dos anos que acabam por envolver a vida num marasmo tedioso, inútil e sem esperanças. Fugir da ruidosa e enganosa luminosidade de um mundo de aparências e procurar viver um pouco mais no interior do próprio mundo psicológico estabelecendo um equilíbrio entre a vida profissional, a social, a familiar e a interior possibilita o contato gradual com este outro mundo, paradoxalmente distante e próximo do homem, é uma tarefa de resultados altamente compensadores.
Como escreveu certa vez González Pecotche, a vida do homem na Terra é de incalculável valor para a existência que o anima.


Nagib Anderáos Neto
www.logosofia.org.bwww.twitter.com/anderaosnagib