Saturday, November 27, 2010

O Espírito

O ESPÍRITO



O livro O Espírito é obra póstuma. O autor analisa e descreve a prerrogativa humana da evolução através do despertar do próprio espírito.
Embora sendo um ser indivisível, o homem traz consigo um grande elemento-poder que pode ter presença ativa na vida através da organização de seus mecanismos psicológicos: o sistema mental e o sensível. Proveniente de um mundo invisível aos olhos físicos, as manifestações do espírito humano são perfeitamente palpáveis através de suas criações e do exercício do livre-pensar, bem como das mudanças que se pode promover na vida. Conhecer o próprio espírito implica a possibilidade de sua participação ativa no dia-a-dia. Embora sua realidade seja profundamente sentida durante os sonhos, devemos buscar a participação consciente dessa capacidade superior do indivíduo na vigília.
Para o autor,“o espírito é a consciência vivente”. E “a consciência é a essência viva dos conhecimentos que a integram”. Portanto, quanto maiores forem os conhecimentos, maior consciência e participação do espírito. Esses conhecimentos não são de natureza corrente, comuns, mas relacionados com a realidade metafísica, com o mundo mental, a conformação da inteligência, da sensibilidade e com os pensamentos que temos na mente; eles possibilitarão que criemos nossos pensamentos ao invés de ser escravos dos provenientes de outras mentes.
Despojada de tudo o que é fantasioso e irreal, a abordagem do autor nos permite antever a magnífica experiência interior que se poderá viver ao possibilitar uma maior atuação do espírito na vida.
Para González Pecotche, o conhecimento de si mesmo implica o da mente,dos pensamentos que lá se alojam e da sensibilidade. A integração desses conhecimentos possibilita a expansão da vida do espírito humano. Assim como na Natureza tudo o que não se reproduz deixa de existir, a reprodução dos conhecimentos poderá garantir a expansão da existência do espírito individual.
Em sua segunda parte, a obra trata dos sonhos que todos experimentamos enquanto dormimos esclarecendo sobre a estreita ligação entre os mesmos e o espírito individual.
As palavras colocadas pelo autor nesse livro são expressões de seus pensamentos e de seu espírito que vive na obra por ele criada.
Os livros, como os seres humanos, podem ser úteis ou não.Essa obra, cujos originais o autor deixou com sua esposa que a publicou postumamente em Buenos Aires em 1968, traz consigo uma mensagem de esperança na superação individual pelo conhecimento.

Nagib Anderaos Neto
www.nagibanderaos.com.br

Saturday, September 11, 2010

Logosophy

Logosophy is the combination of the Greek words "logos" and "sophia", that the author has adopted to mean Creative Word or Manifestation of the Supreme Knowledge, and Original Science or Wisdom, respectively, to denote a new line of cognitions, a doctrine, a method and a technique which are eminently its own.

Logosophy has inaugurated the conscious evolution era, and by virtue of a process of self-elevation, enables each and every man to enjoy the maximum prerogatives granted to his psychological, mental and spiritual being, while gaining knowledge of the creative powers of his mind which are, in and by themselves, the direct factors of balance, harmony, and authority within the individual.


Among its fundamental teachings are those related to self-knowledge, an unquestionable basis for the knowledge of one's own life, of its projections in the life of others, and consequently in the spheres of the highest achievements of human intelligence.

Tuesday, August 03, 2010

Logosofia - 80 Anos a Serviço de Uma Nova Cultura

Em 1930, Carlos Bernardo González Pecotche lançou as bases de uma nova cultura - a Logosofia - que haveria de se espalhar rapidamente por todo o continente americano. A nova ciência se mostrava como um caminho a ser percorrido pelos que pretendessem transformar as suas vidas num grande campo de aperfeiçoamento moral, psicológico e espiritual.

Quem era aquele jovem que, aos vinte e nove anos, trazia os novos conhecimentos? De onde os teria extraído? Em que fonte teria bebido?

Seriam necessárias décadas de esforços, estudos e realizações, a publicação de inúmeros livros, centenas de palestras, o surgimento de escolas de educação infantil e o resultado da aplicação daqueles conhecimentos na vida de milhares de estudantes, para que se pudesse avaliar a originalidade da ciência que estava no haver hereditário de seu criador que o ofereceu aos que quisessem construir um caminho para depois percorrê-lo com os seus pés, sem nenhuma muleta.

Os conhecimentos, a técnica, o método pedagógico tinham uma diretriz fundamental: nenhum estudante deveria acreditar ou aceitar passivamente aquilo que a Logosofia vinha ensinar, senão buscar a comprovação do que recebiam como instrução. “A comprovação prévia de uma verdade é lei no processo de evolução consciente”, dizia o pensador. Essa garantia não puderam dar os predicadores que pretenderam escravizar as mentes através de preconceitos que cegavam os entendimentos. Quando afirmava que os agentes causais da vida humana eram os pensamentos que habitavam as mentes dos homens, e que seria necessário conhecê-los, identificá-los, classificá-los e selecioná-los através de um processo que tornasse possível a ascendência da vontade sobre eles, ao invés de ser seus escravos, isso não poderia ser aceito passivamente, senão compreendido profundamente.

Um dos pilares da Logosofia – especialidade científica e metodológica que trata da reativação consciente do individuo - é sua concepção sobre o sistema mental constituído por duas mentes: uma comum, inferior, utilizada para a vida diária, e que pode ser parcialmente organizada através dos estudos correntes nas escolas e universidades; outra superior, que transcende, e que existe em latência em todo o ser humano. É muito comum ouvir-se dizer que usamos um quase nada de nossa capacidade mental que equivale à esfera mental inferior para a nossa sobrevivência na Terra; já a esfera superior precisa ser ativada para que se transcenda os estados primitivos em que se encontre.

Os conhecimentos apresentados pela Logosofia tendem ao desenvolvimento do sistema mental como um todo, organizando a mente inferior e desenvolvendo as faculdades superiores.

Se o ser humano continua se comportando como um selvagem, apesar de incontáveis séculos de lenta evolução, é porque não aprendeu a pensar, a reconhecer o Criador em tudo quanto existe, especialmente em si mesmo e nos semelhantes que deveriam merecer o maior respeito.

Nestes tempos de violenta modernidade, o afastamento entre as pessoas e os povos é um distanciamento incompreensível provocado pela ignorância e preconceitos. As degradações das relações humanas são os sintomas do grande vazio promovido pela ausência da chama superior que todo o ser humano traz, mas que jaz adormecida como a bela princesa dos contos infantis.

Para ter um domínio sobre si e conquistar a capacidade de enfrentar as dificuldades que a vida apresenta, é necessário preparar a mente, o que pouco tem ver com a instrução que se recebe nas escolas cujo objetivo se limita à capacitação profissional. Essa nova educação é mais ampla e abrange toda a vida.

O homem vive em um mundo onde imperam os pensamentos; os homens têm a equivocada sensação de serem senhores de suas vidas, os acontecimentos e o espaço que habitam; são os pensamentos que perambulam por aí que governam a vida das pessoas. Veiculados pelos meios de comunicação, caminham de mente em mente, impressos em livros, provenientes, muitas vezes, de mentes exóticas, cujos donos de há muito se decompuseram sob lajes ancestrais que não conseguiram sepultar as idéias e os costumes que compõem o grande cemitério das chamadas tradições.

Mas o que são os pensamentos? Sendo um produto da mente, não seríamos os seus senhores? Onde eles estão? Que sutil engenho poderia fotografá-los? São invisíveis? A que mundo eles pertencem?

A existência do pensamento como agente da inteligência e promotor da felicidade ou sofrimento do homem é a prova cabal da realidade de um outro mundo desconhecido pela maioria das pessoas. Essa entidade invisível é perfeitamente visível aos olhos da inteligência, desde que ela tenha sido convenientemente adestrada.

O caminho da evolução consciente exige que a mente seja preparada para o conhecimento e domínio dos pensamentos, e capacitada para a criação de outros novos, filhos mentais gerados e educados pela pessoa que, através deles, poderá chegar a sobreviver aos curtos anos da vida no planeta. O império dos pensamentos poderá ser substituído pelo da inteligência através da reversão da condição humilhante em que a maioria se encontra, escravizada por pensamentos que perambulam pelo mundo.

Carlos Bernardo González Pecotche faleceu em quatro de Abril de 1963 deixando uma vasta obra bibliográfica e uma Escola de Adiantamento Mental com sedes na Argentina, Uruguai e Brasil. A Logosofia continuou a ser estudada nas diversas sedes da Fundação Logosófica em Prol da Superação Humana que conta hoje com diversas filiais na América, Europa e Oriente Médio e seu objetivo é o aperfeiçoamento do ser humano. Para González Pecotche, viver deveria significar muito mais do que ser um mero espectador no teatro da vida, um repetidor de frases e gestos criados por outros. E para que se pudesse chegar à compreensão clara de seu significado, seria necessário exaltar o amor a ela; não o egoísta, separatista, que distancia os homens por interesses diversos, raças, ideologias ou religiões, mas o verdadeiro, o que exala de cada criatura e amanhecer como um motivo de vida, alegria e verdade.

“A Sabedoria de Deus está plasmada na criação, enquanto que a do homem consiste em conhecê-la e servir-se dela para superar as etapas evolutivas de seu gênero”, escreveu o pensador. E conclui que “o homem busca o conhecimento porque é o meio pelo qual chega a compreender a sua missão e a sentir a presença em sua vida deste ser imaterial que responde ao influxo da eterna Consciência Universal e é portador, através dos tempos, da existência individual”.

O conhecimento move o homem para que se eleve, para que deixe de ser o que é para ser algo melhor; e é o grande agente criador das possibilidades humanas.

Na certidão de óbito do pensador consta a profissão de escritor, autor de composições literárias ou científicas. No dizer do advogado José Antonio Antonini, estudante de Logosofia e editor que teve a oportunidade de conhecer pessoalmente González Pecotche, “aqui se sobressai uma dessas particularidades do escritor: ele é autor de composições, não somente de uma ou outra modalidade, senão de muitas, tanto literárias quanto científicas. E fazia-o valendo-se de formas conhecidas, como o romance, o diálogo, a expositiva, a poesia, o tratado, mas sempre vinculando tais formas ao gênero científico, visto ser o criador de uma ciência que denominou Logosofia, uma especialidade científica e metodológica que se ocupa da reativação consciente do indivíduo. Também foi editor, ilustrador, pintor, músico e compositor. Sua partitura sobre Recordações Egípcias, ele a executava em uma rádio Argentina. O que o distinguia da generalidade dos escritores era precisamente esta aptidão de incursionar em todos os matizes da composição literária, vinculando o leitor aos princípios metodológicos e científicos desta ciência da vida ou do invisível que se encontra em cada ser”.

A presença marcante do espírito de González Pecotche não haveria de esmaecer-se com o seu desaparecimento físico, pois os seus pensamentos estavam consubstanciados no grande movimento por ele iniciado do qual fazem parte todos os estudantes e pesquisadores, as escolas criadas, a vasta bibliografia, as centenas de conferências pronunciadas e os eloqüentes resultados obtidos através da aplicação do novo método pedagógico que afirmava que o ser humano pode ser dono de sua vida e destino, ao aprender a pensar, libertando-se das travas seculares que haviam imobilizado sua inteligência e vontade transformando-o num ser violento, irascível, perturbado e incapaz de conviver em paz com os semelhantes.

Depois de séculos de orfandade espiritual marcados por guerras inomináveis e sofrimentos sem par, o homem deveria começar a construir um novo caminho reconhecendo suas limitações e defeitos, conhecendo-se melhor e transformando a sua pessoa num ser verdadeiramente humano, deixando de comportar-se como um animal para compor um quarto reino, o hominal, no qual figurariam os seres inteligentes e não os que fazem descobertas para infernizar a vida da humanidade.

Dentre as grandes lições deixadas pelo humanista destaca-se a da gratidão ao bem recebido que nos permite mantê-lo como um talismã que haverá de substanciar os dias futuros e iluminar o caminho dos que virão trilhá-lo. Através da gratidão e da recordação, o espírito daqueles que beneficiaram a humanidade em sua breve passagem pela Terra sobreviverá e prosseguirá em seu silencioso e humanitário trabalho, invisível aos olhos de muitos, mas sólido e consistente sob a perspectiva da História.

Nagib Anderáos Neto
www.logosofia.org.br
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Saturday, June 05, 2010

Bases Para Sua Conduta

Em recente entrevista dada a um importante jornal do país, o repórter nos perguntava o porquê do grande sucesso do livro Bases Para Sua Conduta, carro-chefe da produção literária de González Pecotche, o criador da Logosofia. Dizíamos que o livro viera à luz pouco mais de dois anos após o desaparecimento de seu autor e fora montado a partir de cartas que ele enviara ao filho com importantes conselhos para a vida através de uma linguagem didática e objetiva.
A universalidade desses conselhos que têm chegado a jovens de todo o mundo em diversos idiomas, tocado tantas vidas e corações, transformado muitas existências, faz do pequeno livro uma obra-prima pedagógica.
Falando simples e profundamente para a humanidade do futuro; sobre Deus que todo o ser humano carrega no coração, mesmo para os que O negam ou O aceitam passivamente; sobre a importância do estudo e da amizade; refletindo sobre a convivência social e o encaminhamento profissional; destacando a família como o sustentáculo da sociedade humana, o autor, num tom amistoso e paternal, transmite ao leitor uma profunda esperança no futuro, numa sociedade mais justa formada por homens mais conscientes, conhecedores do objetivo desta vida que não pode se resumir no sucesso profissional e na aquisição de bens materiais.
“Há um estímulo grandioso que move a vida do ser humano. Esse estímulo é seu fim, é sua meta, é o tudo; esse estímulo é o que o incita, continuamente, à busca do saber, do conhecimento,”
“O saber é a razão de ser da existência do homem na Terra; a primeira e última de suas tarefas. Faça com que o estímulo de conseguí-lo alerte-o sem cessar, porque nele está a verdadeira finalidade da vida”.
Palavras como essas fluem das páginas do pequeno livro despertando no leitor verdadeiras ânsias de saber, de viver e de realizar.

Nagib Anderáos Neto
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Friday, June 04, 2010

A Logosofia e o Sistema Mental

Num artigo publicado em 11 de Agosto de 1938 em O Diário de Buenos Aires, o pensador e educador González Pecotche declarara que a Logosofia sustentava como base doutrinal a existência no homem de um sistema mental que rege a psique humana passível de ser conhecido e aperfeiçoado, constituindo-se no principal fator da vida.
Diferenciado do cérebro – órgão físico através do qual a mente se manifesta –, a mente, que compõe o sistema mental, é a que pode pensar, recordar, julgar, imaginar, criar pensamentos, o que os animais não fazem, apesar de terem cérebro, pois não têm consciência de sua existência. O animal é rotineiro, instintivo; aprende pela repetição, mas não cria e nem pode aperfeiçoar-se.
O escritor afirmava que a mente humana é um fragmento da Mente Cósmica ou Mente de Deus que tudo interpenetra; que no princípio era a Mente e não o Verbo, pois a Mente gera o Verbo; que as idéias são produzidas pela mente, e não pelo cérebro; que a Mente Ultradivina está presente em tudo quanto existe, regendo todos os processos inteligentes, e presente no homem também, que, diferentemente dos outros seres viventes, pode emancipar-se desta tutela mental, assumindo a direção inteligente de sua vida através de uma evolução consciente. E que o admirável mundo novo seria formado por homens superados, unidos pelo conhecimento e aperfeiçoamento de suas mentes e corações, depois de desvelado o mistério oculto por séculos pela ignorância que lhes impediu de pensar por própria conta, serem donos de seus destinos e conviverem harmonicamente com os seus semelhantes.
A mente humana é análoga a um computador com recursos ilimitados deixado às mãos de um selvagem. O ser humano imagina que pensa, quando na verdade é guiado ou dominado por pensamentos já pensados por outras pessoas, em geral em função de mesquinhos interesses. Pensar é um ato de liberdade criativo enormemente prejudicado pelos preconceitos de toda a ordem que encarceram a inteligência e endurecem o coração.
A liberação da escravidão mental é o desafio do futuro que se inicia com o reconhecimento axiomático atribuído a Sócrates por Platão: Tudo o que sei é que nada sei. O reconhecimento da própria ignorância é um princípio de sabedoria; da mesma forma que a necessidade de mudanças na maneira de ser, pensar e agir. Tudo no Universo está em permanente movimento e mudança. O homem deve espelhar-se neste exemplo divino e movimentar-se, procurando mudar para melhor, de forma que sua vida não se restrinja à rotina absurda dos dias e dos anos que acabam por envolver a vida num marasmo tedioso, inútil e sem esperanças. Fugir da ruidosa e enganosa luminosidade de um mundo de aparências e procurar viver um pouco mais no interior do próprio mundo psicológico estabelecendo um equilíbrio entre a vida profissional, a social, a familiar e a interior possibilita o contato gradual com este outro mundo, paradoxalmente distante e próximo do homem, é uma tarefa de resultados altamente compensadores.
Como escreveu certa vez González Pecotche, a vida do homem na Terra é de incalculável valor para a existência que o anima.


Nagib Anderáos Neto
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Sunday, January 24, 2010

O Homem Não é Um Animal

Pensar por própria conta custa certo esforço, como todo ato criativo, e exige preparo, treino, exercício diário. É diferente de sonhar, lembrar, imaginar. Ao criar, a imaginação, o sonho e a recordação poderão ajudar. Seja uma pintura, um filho, um pensamento, o criador se confunde com sua obra, vive nela.

Pensar é respirar. Sem ar o corpo expira. Sem pensar, a alma dorme. Quem não pensa vive repetindo coisas pensadas por outros, submete-se, repete-se.

A rotina é inimiga da criação, como a preguiça, a indiferença e o conformismo. Os animais se repetem, o homem pode se diferenciar, se transformar, mudar no breve hiato entre o nascimento e o desenlace fatal. Se ele fosse um animal – com o perdão de Darwin – estaria sujeito à lenta lei evolutiva que rege todos os processos da Natureza.O fato de se cogitar que os seres vivos descendam de um ancestral comum não significa que o homem, resultado de uma evolução biológica, seja um animal. Devemos nos contrapor às ondas anacrônicas do criacionismo, mas daí a nos nivelar aos animais é um pouco diferente. Como tem inteligência e pode ser consciente, seu corpo está sujeito àquela lei em sua conformação biológica, mas sua inteligência e sua sensibilidade, sua alma enfim, podem empreender a sucessão de mudanças evolutivas que os conhecimentos permitem.

A rotina leva à depressão. A monotonia da repetição traz tristeza. Alegria tem a ver com renovação.A passividade e a ignorância podem nos levar a nos confundirmos com os animais. A atividade e o conhecimento nos elevam e nos liberam da mediocridade que nos querem impor os mercadores da verdade.

As perguntas que todos devem se formular são as seguintes: Por que estou neste mundo? O que devo fazer dele? O meu nascimento e minha vida são obra do acaso ou têm uma finalidade? O meu existir é contingente?

Talvez tenhamos nascido para viver, criar e sonhar. Talvez para saber a razão desta existência. A passividade e a ignorância podem nos levar a confundirmo-nos com os animais. A atividade e o conhecimento nos elevam e nos liberam da mediocridade que nos querem impor os impostores.

O fato de se cogitar que os seres vivos descendam de um ancestral comum não significa afirmar que o homem, resultado de uma evolução biológica, seja um animal. Se não somos filhos privilegiados desta criação, por que somente o homem é capaz de pensar, criar e se modificar?

O homem do futuro, biológica e mentalmente falando, será herdeiro do homem do presente. Os evolucionistas céticos parecem não perceber essa ligação hereditária, pois ao homem biológico sucedem os pensamentos que ele for capaz de criar, dar vida, e que a ele sobreviverão, e poderão inspirar outros homens a que pensem também, que criem pensamentos que se imortalizem em obras que beneficiem a toda a espécie.

A vida do homem na Terra é um átimo no infinito processo universal. Espelhar-se nele é fator inteligente para a pequena espécie que, prematuramente, muito grande se julga.

Os céticos dizem que todo esse processo evolutivo é obra do acaso. Seria o caso de lhes perguntar se o que entendem por acaso não seria o Deus mesmo.Nada a ver com os deuses imaginários criados por mentes pré-históricas que encabeçaram empresas lucrativas que vêm explorando a ingenuidade dos incautos, senão aquele cuja face visível é o Universo, e a invisível os processos que o homem vai descobrindo através de sua incipiente ciência e sua consciência em formação.


Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br

Sunday, January 10, 2010

Fortuna e Inteligência

Mesmo o mais rico pode ser muito infeliz se a sua inteligência é pobre e sua sensibilidade endurecida. Há quem pretenda ser mais inteligente para ganhar mais dinheiro e ser superior aos demais. Confunde inteligência --capacidade superior do espírito de captar a Verdade-- com riqueza material --acúmulo de bens que, se não bem regulado, pode levar o indivíduo ao eclipse espiritual pela falência da inteligência. Neste caso, o enriquecimento material transforma-se num algoz terrível, implacável, submergindo-o na miserabilidade espiritual e levando-o ao vício, à devassidão, à crueldade, à falta de respeito consigo mesmo, com os semelhantes e com a Natureza.
Apesar dos duros golpes da realidade que lhe sugere regular suas ambições, o materialista desafortunado não atina com tais ensinamentos pela dureza de seu entendimento não cultivado; e segue sua louca carreira em busca do poder e da riqueza.
Por outro lado, a pobreza material --outro fosso sem fundo--, nada tem a ver com a riqueza espiritual. Essa implicação pode interessar a quem pretenda subjugar os menos favorecidos com a ilusão de uma recompensa espiritual para contrabalançar a pobreza ou miserabilidade material.
Enquanto o ser humano não compreenda a razão de ser de sua existência na Terra, seguirá enfeitiçado pela miragem de um materialismo absurdo que, na riqueza ou na pobreza, faz de sua vida uma sucessão de dias sem significado.
Tudo o que o mais afortunado materialista acumulou no decorrer da vida e tudo o que o mais miserável deixou de ter, por desleixo ou por desprezo, confunde-se com o zero absoluto na infinita escala do conhecimento superior; os dois extremos compõem o verso e o reverso da mesma desvalorizada moeda.
No mundo da materialidade ou da vulgaridade, a extrema riqueza e a pobreza absoluta confundem-se num imenso vazio que abriga a todos para os quais a vida não tem outro significado que o suceder monótono dos dias e dos anos em busca daquilo que se esfuma após sua posse.
Na concepção logosófica ser significa saber; e ao conhecimento superior chega-se pelo cultivo da inteligência que é a jóia mais preciosa que o ser humano possui. Este cultivo, esta obra pessoal, não é uma obra literária; é um processo de aperfeiçoamento integral que possibilita ao ser humano descobrir, com sua inteligência, o segredo de sua própria natureza e o real objetivo de sua vida. Esta é a maior fortuna a que um indivíduo possa aspirar.

Nagib Anderáos Neto
www.logosophy.net